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Desde 2021, quando houve a invasão do Capitólio, nos EUA, janeiro tem sido um mês marcado por ataques à democracia. Um mês “atrelado ao descanso se tornou, nos últimos anos, o período preferido de tentativas de rupturas institucionais (patrocínio: a extrema direita)”, analisa Fabiana Moraes.

“Nos últimos anos, nem bem tiramos a roupa branca dividida em 3x no cartão de crédito e lá vem bomba: invasão do Capitólio nos EUA (2021); 8 de Janeiro no Brasil (2023); invasão e sequestro de Nicolás Maduro (e sua mulher, Cilia Flores, 2026); massacre de milhares de pessoas no Irã (também 2026)”.

“Foi justamente o presidente dos EUA quem inaugurou, na manhã do dia 6 de janeiro de 2021, esse período recente e tenebroso do reality que poderíamos chamar de De Férias com o Golpe”.

“Como levante de maioria branca é diferente de levante de maioria preta, né gente? Centenas de pessoas entraram no edifício enquanto eram apenas observadas pela segurança. Poucos meses antes, centenas de integrantes do Black Lives Matter foram recebidos com bombas de gás lacrimogêneo”.