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Luís Manuel Gonçalves Marques Mendes. É este um dos nomes que aparecerá no boletim de voto, a 18 de janeiro. Conversamos no episódio desta semana do Perguntar Não Ofende dedicado às presidenciais do próximo ano. omny.fm/shows/pergun...
Daniel Oliveira
@danielolivalx.bsky.social
Lagarto na bola. Canhoto na política. Tuga sem orgulho nem vergonha. Jornalista e colunista
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Luís Manuel Gonçalves Marques Mendes. É este um dos nomes que aparecerá no boletim de voto, a 18 de janeiro. Conversamos no episódio desta semana do Perguntar Não Ofende dedicado às presidenciais do próximo ano. omny.fm/shows/pergun...
Hoje converso com Francisco Pereira Coutinho, professor catedrático e autor do livro Guerra, Mentiras e Direito Internacional, a propósito dos quatro anos da invasão e guerra na Ucrânia, sobre a escalada militar das últimas semanas.
Apesar das promessas, os argumentos do Iaque repetem-se: democracia e armas. Não é provável que Trump consiga substituir, pelos ares, os déspotas religiosos pelo filho de um déspota laico. Mas pode oferecer-nos um caos ainda mais perigoso do que no Iraque.
Quanto à bomba, há três décadas que está a semanas de estar pronta e foram os EUA que, pela segunda vez, abandonaram as negociações, depois de rasgarem o acordo de Obama. Agora, num mundo sem regras, a única garantia de soberania é ter armamento nuclear.
Gonçalo Lopes é presidente da Câmara de Leiria desde 2019 e Ana Abrunhosa é presidente da Câmara de Coimbra há escassos meses. No Perguntar Não Ofende de hoje, explicam o que estas cheias nos dizem sobre o país.
O PSD passa de partido charneira, que distribui jogo, para partido ensanduichado, que se põe de fora. Entrega o centro ao PS e a liderança da direita ao Chega. Cada primeiro voto em Ventura será mais um eleitor potencial no Chega quando a economia piorar.
A política está a mudar, mas a mudança dá-se aos solavancos. AJS mostrou que ser socialista não é um estigma. Não foi o candidato contra o PS e só cresceu quando assumiu o seu lugar. AV vale o mesmo que o CH. Mas a falta de clareza da direita democrática pode levá-lo acima dos 30%, levando eleitores
não queiram mudar de governo, não veem o Governo como um trunfo. Continuam a acreditar na teoria dos cestos. E que a TV ajuda a promover candidatos, mas não os inventa. Marcelo esmagou porque é Marcelo. Mendes foi esmagado porque é Mendes.
Os partidos mais à esquerda continuam em crise profunda. Estes resultados nada dizem, porque a pressão do voto útil contra Cotrim e Ventura os determinou. Mas não conseguiram inventar um candidato agregador. O segredo não é a união ou a competição, é a superação.
A política está a mudar, mas a mudança dá-se aos solavancos. AJS mostrou que ser socialista não é um estigma. Não foi o candidato contra o PS e só cresceu quando assumiu o seu lugar. AV vale o mesmo que o CH. Mas a falta de clareza da direita democrática pode levá-lo acima dos 30%, levando eleitores
da AD e da IL a perderem a virgindade e a passarem a potenciais eleitores do CH. Boa parte do voto em JCF não é “liberal”. É de quem percebeu que LMM não ia lá. Mas o desgaste da governação continuará a reconfiguração o sistema, de que o PS foi a 1ª vítima e o PSD será a seguinte.
HGM prova que a independência não garante votos e que a esquerda e a direita ainda contam como referências. As pessoas estão ansiosas por coisas novas, mas as que prevalecem nasceram das velhas, não do vácuo. O resultado de LMM, depois de se colar ao Governo, prova que mesmo que as pessoas
O derrotado da noite é Montenegro. E a sua neutralidade, na segunda volta, entrega a Ventura da liderança da direita, em vez de o acantonar no espaço antidemocrático. É uma escolha de consequências estruturais, recolocando o PSD e acelerando a reconfiguração da direita.
Não se limita a normalizar Ventura – o que fez na campanha, equiparando-a a Seguro. Fica ensanduichado entre uma IL e um Chega em crescimento e um centro que decide abandonar.
A Gronelândia beneficia de transferências financeiras e proteção, mas não controla matérias centrais da sua política externa e de segurança. A Dinamarca mantém vantagens estratégicas, sem assumir plenamente os custos políticos. Ali se vive a continuação do colonialismo europeu em pleno século XXI,
influência em Copenhaga do que em Washington. Já o choque europeu nasce de a ambição colonial dos EUA nos incluir. Estamos habituados a ser parceiros estratégicos do imperialismo americano, não um território a subordinar ou a deixar entregue à Rússia. Com Trump, tudo é caótico, brutal e despudorado.
Mas a visão colonial das relações internacionais não nos é estranha, mesmo hoje. O mundo sabe que a guerra da Ucrânia só ganhou estatuto universal por ocorrer no centro. O olhar colonial europeu fragiliza a sua posição moral num mundo onde as “esferas de influência” regressaram.Também na Gronelândia
A Gronelândia beneficia de transferências financeiras e proteção, mas não controla matérias centrais da sua política externa e de segurança. A Dinamarca mantém vantagens estratégicas, sem assumir plenamente os custos políticos. Ali se vive a continuação do colonialismo europeu em pleno século XXI,
claro na frieza dos números: uma das taxas de suicídio mais elevadas do mundo e um abandono escolar impensável nos países escandinavo. Em 2 gerações, um povo nómada e caçador viu o seu modo de vida desmantelado e substituído por um urbanismo apressado, empregos escassos e a sensação de não caber
em lado algum. E a tentação é reduzir isto a um défice cultural ou à subsidiodependência. A forma como Trump olha para a Gronelândia não é muito diferente da dinamarquesa. A diferença é que o povo Inuit faz parte da paisagem política e histórica da Dinamarca e sabe que, apesar de tudo, terá mais
o custo é reduzido para um quarto. A lei exigia comunicação à Segurança Social 15 dias antes do início da atividade. Agora, pode ser no próprio dia, permitindo que a formalização só aconteça quando e se a fiscalização aparecer. Não declarar trabalhadores tornou-se menos arriscado. A isto junta-se a
escrúpulos. Sobretudo os imigrantes, alvos preferenciais do trabalho não declarado. O fisco perde IRS e IVA. Aumentam a concorrência desleal e a economia paralela. Para a economia, um modelo de competitividade assente na redução de custos através da ilegalidade.
Montenegro fala em "melhores empregos e melhores salários", enquanto desqualifica o trabalho e promove a informalidade. Estas medidas revelam a natureza da economia que este Governo escolheu representar.
o custo é reduzido para um quarto. A lei exigia comunicação à Segurança Social 15 dias antes do início da atividade. Agora, pode ser no próprio dia, permitindo que a formalização só aconteça quando e se a fiscalização aparecer. Não declarar trabalhadores tornou-se menos arriscado. A isto junta-se a
descriminalização da omissão de comunicação de trabalhadores à Segurança Social, proposta na lei laboral. Com as três decisões, a Segurança Social perde contribuições e as carreiras contributivas serão mais curtas. Os trabalhadores perdem proteção social e ficam mais dependentes de empregadores sem
Maduro é um ditador que apenas ofereceu miséria ao seu povo. Isso não legitima uma intervenção militar externa nem o rapto de um chefe de Estado — muito menos quando conduzidos por um inimigo da democracia. Invocar a “guerra às drogas”, quando Trump usou o perdão presidencial para libertar o
Ontem foi a Ucrânia, hoje é a Venezuela, amanhã será a Gronelândia. A lei é simples: quem pode, toma. No sábado, Trump deixou claro o projeto colonial: vai governar a Venezuela e fazer muito dinheiro. Já o tinha dito em 2023 e repetiu — o petróleo venezuelano é dos EUA e ele quer controlá-lo.
Não há mais nada para ver, imaginar ou conjeturar. Nem defesa da democracia, nem luta contra o narcotráfico. É a velha rapina de recursos pela força. Querem discutir o futuro? Aceitar a lei do mais forte é aceitar que é o mais forte que o decide.
Maduro é um ditador que apenas ofereceu miséria ao seu povo. Isso não legitima uma intervenção militar externa nem o rapto de um chefe de Estado — muito menos quando conduzidos por um inimigo da democracia. Invocar a “guerra às drogas”, quando Trump usou o perdão presidencial para libertar o
ex-presidente das Honduras, condenado a 45 anos de prisão por tráfico de cocaína, é o cúmulo da hipocrisia. A National Security Strategy assume uma política externa centrada nos interesses económicos dos EUA e trata a América Latina como espaço regional de influência prioritária, onde a
presença de potências externas é uma ameaça. Nesse quadro, o uso da coerção económica (Argentina), da pressão política (Honduras) e da força (Venezuela) é legítimo. Como Putin faz na sua vizinhança. Estamos a assistir à divisão imperial do mundo e a fingir que os valores ainda importam.
Há um acordo de governação entre o PSD e o CH na CML. Era previsível, desde a escolha de uma figura secundaríssima do partido e da reunião entre Ventura e Moedas, numa sala do Palácio de Belém, depois de um Conselho de Estado. Confirmou-se quando os vereadores do CH votaram favoravelmente a uma
de regulação do AL. Irão limitar às crianças portuguesas o apoio municipal a famílias sem vaga em creche financiada pelo Estado, apesar de estrangeiros pagarem os mesmos impostos e taxas e até terem direito de voto. Acompanhando o programa do CH, propõe-se vender até metade das 21 mil casas geridas
pela Gebalis, reduzindo drasticamente o já diminuto stock público e impedindo a rotação. Seguiram-se nomeações para a direção dos serviços sociais e para a empresa que gere os bairros municipais. Mais do que programa, o CH tem um exército de desempregados políticos à espera da mama do Estado.
Há um acordo de governação entre o PSD e o CH na CML. Era previsível, desde a escolha de uma figura secundaríssima do partido e da reunião entre Ventura e Moedas, numa sala do Palácio de Belém, depois de um Conselho de Estado. Confirmou-se quando os vereadores do CH votaram favoravelmente a uma
concentração inédita de poderes nas mãos de Moedas. É invulgar votar para ter menos poder. A menos que se saiba que se participará nas decisões essenciais. Moedas cedeu mais ao CH em semanas do que ao PS nos últimos 4 anos. E a aproximação é programática. Uniram-se para travar as já tímidas medidas
O escrutínio faz-se antes da eleição. Não se está a falar da sua empresa familiar ou da sua atividade de advogado. Tendo em conta uma experiência política sem vertente técnica, é legítimo perguntar, sem exigir que divulgue clientes do seu escritório, a que
correspondia a sua atividade de consultor. É legítimo querer saber se era um lobista. Não tem melindre legal e pode não ter problema ético. Mas, se a inexperiência política de HGM é relevante, é relevante o que LMM fez com a experiência política que tem.
Pouco interessa se beneficia ou não com a decisão. As regras são para todos, sem esse tipo de considerações. Parafraseando o próprio, "os cheganos têm de cumprir a lei".
Disse o que tinha a dizer sobre a polémica do dia, na SICN. Para recentrar o tema, desenterro o que escrevi há 12 anos, em plena austeridade (a 2ª metade do texto é irrelevante, para este caso). Duvido que o ministro subscreva. Mas foi o que desastradamente defendeu. expresso.pt/blogues/opin...
Temos um problema com a justiça, com a burocracia, com a baixa qualificação da nossa economia e com os custos da habitação que têm de ser pagos nos salários. Não temos um problema com a lei laboral. Com uma contrarreforma inteira na cabeça, Palma Ramalho sonhava com um código com o seu nome.
Um edifício completo, totalmente inclinado para um lado, em que se pede ao outro que se limite a escolher a derrota. O comboio partiu e é provável que o PM já tenha percebido que não tem como travar a sua marcha, seja para chegar à estação, seja para descarrilar.
Neste momento, o governo está nas mãos do CH. Mas não nos devemos ter ilusões. Isto só dura até às eleições presidenciais, em que Ventura pretende crescer. Uma coisa é certa: a greve geral foi apenas o primeiro episódio de uma luta que será longa.
Temos um problema com a justiça, com a burocracia, com a baixa qualificação da nossa economia e com os custos da habitação que têm de ser pagos nos salários. Não temos um problema com a lei laboral. Com uma contrarreforma inteira na cabeça, Palma Ramalho sonhava com um código com o seu nome.
incluindo eleitores da AD e do CH. Ventura, que se preparava para dar a mão ao governo, é o bom termómetro dos humores populares. E se alguém tinha dúvidas da eficácia da greve, bastava ver a cambalhota que deu no dia 11:
da defesa da mudança de uma lei laboral “soviética” passou para recusa do “bar aberto para despedimentos”. Agora, o governo está com o menino nas mãos. Sabendo que o CH hesita, o poder negocial dos sindicatos está reforçado. Mas o que têm à frente é inegociável.
Temos um problema com a justiça, com a burocracia, com a baixa qualificação da nossa economia e com os custos da habitação que têm de ser pagos nos salários. Não temos um problema com a lei laboral. Com uma contrarreforma inteira na cabeça, Palma Ramalho sonhava com um código com o seu nome.
A vaidade, o radicalismo, a inexperiência levaram-na a acreditar que a UGT seria fácil. Montenegro só se terá apercebido da gravidade da coisa quando a central anunciou a adesão à greve. E assustou-se com um barómetro que dava uma maioria tão clara contra a reforma e pela greve,
Lugares e horas de concentrações e manifestações no dia de greve geral. www.cgtp.pt/informacao/c...
À margem das regras do processo, escolhendo quem atiram para a fornalha mediática, decidem da moral da República e quem está à sua altura para governar. Têm todos como reféns. Como os militares faziam e ainda fazem em vários pontos do mundo, mantêm a democracia sob um ameaçador cutelo.
Se as ditaduras garantem segurança ao extrativismo externo predador, mas regular, que rouba aos povos os seus recursos, comprando as elites, os Estados falhados tendem a favorecer um extrativismo informal, porque mais incerto.
Neste estranho “golpe”, os opositores do presidente “deposto” são presos e os seus aliados promovidos. É fácil perceber quem são os seus inimigos: os que o povo escolhe pelo voto.
A propósito a detenção de 11 elementos da GNR e da PSP por ajudarem a escravizar centenas de imigrantes em Beja. [Não consegui postar aqui o vídeo] x.com/danielolival...
Uma contrarreforma antiquada Diz-se ao trabalhador que, perante a tempestade, dispense os coletes salva-vidas para que fique mais leve para nadar. Este anteprojeto não responde aos desafios do futuro, mas a exigências do passado.
É regressivo para os trabalhadores e para a economia, apostando na receita de sempre, que não precisa de inovar porque a mão de obra é barata e precária.